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Stroessner: Retrato de uma ditadura

31 de jan. de 2016
2 min de leitura

Sinopse:

O retrato da ditadura Stroessner bem poderia ser um simples 3 x 4 - corrupção, repressão violenta, jogo, tráfico de drogas, contrabando. Está dito tudo?

Tudo?

E Itaipu? E a geopolítica brasileira? E os que morreram nas torturas?

E a guerrilha? E o roubo de terras dos camponeses, para que estas fossem vendidas aos brasileiros?

È preciso que o leitor perceba como a corrupção metódica, sistemática, minou todo o organismo do governo paraguaio.

Stroessner é a corrupção como método.

Medo, violência, repressão, corrupção, ditadura e terrorismo político.

Foram sobre esses aspectos que o povo paraguaio viveu entre 1954 á 1989 sob o comando de Alfredo Strossner, presidente militar que chegou ao poder através de um grande golpe.

Assim que assumiu o poder em 1954, Strossner começou a mostrar seu lado mais escuro, corrupto e violento. Como por exemplo:

- Obrigar a crianças do ensino básico a assistirem ao fuzilamento de guerrilheiros oposicionistas ao governo;

- Ceder cidadania paraguáia a membros do auto escalão do antigo Terceiro Reich Nazista, como o médico de Auschwitz, Joseef Mengele.

- O monopólio da Gasolina mais cara do mundo;

- 500 caminhões de madeira contrabandeados diariamente para o Brasil;

- A partir de 1960 o Paraguai começa a "bancar" o tráfico de heroína;

- Repessão contra os guerrilheiros;

- O despertar da Igreja para os problemas sociais,

Com essa barbárie, pervercidade e bestialidade o Paraguái viveu seu período mais negro, superando a loucura de Solano Lopez, no século XIX.

Autor: Julio José Chiavenato

Natural de Pitangueira, São Paulo, nascido em 1939,

Jornalista em Ribeirão Preto há mais de 20 anos, tem formação

autoditada.

Em 1969 perambulou pelos sertões e selvas de Mato Grosso e

Goiás "abafado", como ele mesmo diz, pela recém- promulgação ao

AI - 5. Depois precorreu, ainda por terra, numa velha motocicleta,

alguns países da América do Sul, onde realizou pesquisas sobre a

Guerra do Paraguai, do Chaco, e sobre a realidade latino - americana.


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